Entre suspiros de Uau e memórias que atravessam o tempo, a Âmbar+Ana Botafogo vai formando vínculos afetivos que se renovam entre gerações de mães e filhas. À frente desse legado está a diretora Érica Mendes, que desde o início imprimiu à escola uma marca sensível, em que técnica e acolhimento caminham juntos, e omde cada aluno é incentivado a descobrir sua própria expressão.
É nesse ambiente que histórias como a de Kivia Carino se construíram. Ela começou a dançar ainda criança, antes mesmo da criação da Âmbar, e percorreu diversas modalidades, do jazz ao contemporâneo.
“Comecei quando Érica e Gisele (irmã de Érica e professora da Âmbar) ainda davam aula em uma salinha. Depois, na adolescência, já na Âmbar, lembro com muito carinho das viagens que fazíamos para dançar em festivais ou em mostras”.

Hoje, Kivia vive na profissão a arte que aprendeu desde cedo e, além de ser bailarina, coreógrafa e professora também é mãe de aluna Âmbar, a Nina, que aos 2 anos já iniciou sua jornada por esse universo de encantamento.
“É uma coisa surreal poder vivenciar isso. Ela gosta de ir, de estar nas aulas, então, é ver a continuação do que eu aprendi”, conta Kivia, que descreve como foi se apresentar no espetáculo Celebration grávida de Nina. “Foi uma das sensações mais incríveis, uma realização fora do comum. Estar ali me mostrou uma força e o poder da mulher. Eu estava superfeliz, dançando com 38 semanas, e sentindo que ela também estava feliz de estar ali, toda serelepe na minha barriga”, revela Kívia.
A sensação de pertencimento também marca a trajetória de Juliana Miranda. A ex-aluna viveu na Âmbar uma rotina quase diária, cercada de amigos que carrega até hoje. “Eu me sentia em casa”, relembra. Agora, ao acompanhar a filha Laís, de 4 anos, a emoção se renova. “Ver minha filha feliz em um lugar que fez parte da minha vida é maravilhoso”, conta.
Mesmo com o crescimento da escola e as mudanças na estrutura física, ela garante que a essência permanece. “O carinho da equipe não muda. Meu último espetáculo foi em 2019, mas toda vez que aperta a saudade de dançar e consigo organizar a agenda é para lá que eu corro!”, destaca.

(Foto do meio) Liz Monteiro Pimentel iniciou na dança aos 4 anos e experimentou modalidades como ballet, jazz e sapateado. Hoje, como mãe de Nicole, de 6 anos, ela descreve a experiência como pura nostalgia e emoção.
(foto à direita) Thais Satiro possui uma relação de muitas camadas com a Âmbar. Aluna, professora, colaboradora e agora mãe de aluna. Ver a filha Maya, de 9 anos, seguir o mesmo caminho é motivo de orgulho. (Fotos Alle Tavares)
Para Liz Monteiro Pimentel, que iniciou na dança aos quatro anos e experimentou modalidades como ballet, jazz e sapateado, a Âmbar foi também um espaço de transformação pessoal. A dança ajudou a vencer a timidez, desenvolver disciplina e ampliar sua percepção sobre si mesma. Hoje, como mãe de Nicole Pimentel Gomes, de seis anos, ela descreve a experiência como pura nostalgia e emoção. “Em toda apresentação de dança da minha menina, o nó na garganta vem e os olhos lacrimejam. Sentimento forte e muito prazeroso que toma conta. É poder reviver tudo e proporcionar o mesmo para minha filha, que hoje sei o quanto é importante e faz bem”.
Já Thais Satiro possui uma relação de muitas camadas com a Âmbar. Aluna, professora, colaboradora e agora mãe de aluna. “O que mais me encanta é como tudo se transforma em arte e em como todos podemos ser artistas. A Érica sabe tirar o melhor de cada um”, afirma. Ver a filha Maya Satiro Murteira, de 9 anos, seguir o mesmo caminho é motivo de orgulho.
“A Maya veio com a arte na veia. Ama estar na Âmbar, dançar e estar nesse meio que eu sempre estive e vivo e, para mim, é só orgulho dela e felicidade de poder estar nesse ambiente maravilhoso e mágico”, conclui.
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