Histórias de quem escolheu Macaé e hoje tem orgulho de chamar a cidade de sua. (Foto Alle Tavares)
Histórias de quem escolheu Macaé e hoje tem orgulho de chamar a cidade de sua. (Foto Alle Tavares)

Macaenses de coração: quem escolheu Macaé para viver, empreender e construir uma nova história

Há quase cinco décadas, a chegada da Petrobras transformou Macaé em um dos principais polos econômicos do país. O que começou com a força da indústria do petróleo acabou atraindo pessoas vindas de diferentes regiões do Brasil, muitas delas em busca de oportunidades profissionais. Algumas vieram para ficar pouco tempo. Outras encontraram muito mais do que trabalho: construíram famílias realizaram sonhos, criaram empresas, geraram empregos e passaram a chamar a cidade de lar.

Essas histórias reforçam porque Macaé se tornou conhecida como uma cidade que acolhe e abraça pessoas que nasceram longe daqui, mas que hoje se consideram macaenses de coração.

O empresário Anilson Araújo com a esposa Juliana e os filhos Caio e Bianca. Ele chegou em Macaé entre 2001 e 2002. Natural de Nova Friburgo, veio incentivado por um amigo que enxergava o potencial econômico da Capital Nacional da Energia. (Foto Alle Tavares)
O empresário Anilson Araújo com a esposa Juliana e os filhos Caio e Bianca. Ele chegou em Macaé entre 2001 e 2002. Natural de Nova Friburgo, veio incentivado por um amigo que enxergava o potencial econômico da Capital Nacional da Energia. (Foto Alle Tavares)

Anilson Araújo: da empresa de informática ao maior ecossistema de energia solar da região

Quando chegou a Macaé, entre 2001 e 2002, o empresário Anilson Araújo encontrou uma cidade muito diferente da atual. Natural de Nova Friburgo, ele veio incentivado por um amigo que enxergava o potencial econômico da Capital Nacional da Energia.

Quem estava aqui já percebia que Macaé era rica em oportunidades. Havia muitas empresas, um mercado em crescimento e uma carência enorme de profissionais de tecnologia”, relembra.

Foi com uma pequena empresa de informática instalada em uma sala improvisada que começou a trajetória que daria origem ao atual ecossistema empresarial liderado por ele. Ao longo dos anos, a antiga Mega Micro cresceu, diversificou suas atividades e abriu caminho para a Shop Solar, referência no segmento de energia fotovoltaica.

Hoje, Anilson lidera mais de uma dezena de operações empresariais, emprega cerca de 100 pessoas direta e indiretamente e soma milhares de instalações solares em todo o estado do Rio de Janeiro.

Para ele, o sucesso está diretamente ligado à cidade que escolheu para viver, destacando que a qualidade de vida entre esses fatores, a questão da segurança, além de atrativos naturais como a serra e o mar foram determinantes para sua permanência na cidade. “Macaé me permitiu chegar onde cheguei. Eu encontrei aqui as pessoas certas, as oportunidades certas e o ambiente ideal para crescer. Não me vejo morando em outro lugar. Sou apaixonado por essa cidade”, afirma ele, que é casado com Juliana Frossard e pai de Bianca e Caio.

André Alcino, com sua esposa Amanda e os filhos Pedro, Marina e Olívia. Mineiro de origem, ele chegou a Macaé no fim de 2001 ao lado dos pais e irmãos. A família empreendeu na área da gastronomia, expandiu os negócios e André foi um dos fundadores do Polo Gastronômico de Macaé. (Foto Alle Tavares)
André Alcino, com sua esposa Amanda e os filhos Pedro, Marina e Olívia. Mineiro de origem, ele chegou a Macaé no fim de 2001 ao lado dos pais e irmãos. A família empreendeu na área da gastronomia, expandiu os negócios e André foi um dos fundadores do Polo Gastronômico de Macaé. (Foto Alle Tavares)

André Alcino: oportunidades que se transformaram em raízes

Mineiro de origem, da cidade de Divino, André Alcino chegou a Macaé no fim de 2001 ao lado dos pais e irmãos. A família apostou em um novo negócio na cidade, mas o primeiro empreendimento não prosperou. Mesmo assim, decidiram permanecer.

Foi dessa decisão que nasceu a história do Grupo Estação, um dos nomes mais conhecidos da gastronomia macaense.

A adaptação, porém, não foi imediata. André lembra que, adolescente, sentiu o impacto da mudança e demorou a criar vínculos. “Esse para mim foi o maior desafio. No início, eu não queria ficar. Sentia falta dos amigos e da vida que tinha em Minas. Mas, aos poucos, fui conhecendo melhor a cidade, as praias E a serra, fazendo amizades. Aí a ficha foi caindo”, conta.

Mais de duas décadas depois, ele se considera completamente integrado à cidade. Casado com Amanda Futema e pai de Pedro, Marina e Olívia, André também é um dos fundadores do Polo

Gastronômico de Macaé, ajudando a criar eventos que hoje fazem parte do calendário turístico local. “Macaé é uma cidade de oportunidades. Ela permite que as pessoas cresçam e construam suas histórias. Tivemos muitos conhecidos e amigos que também acabaram vindo para cá por indicação nossa ou por nos ouvir falando bem da cidade”, revela André.

O desenvolvimento empresarial, a construção da família e os vínculos com a cidade são razões que fazem André se reconhecer como local. “Hoje, me considero mais macaense do que qualquer outra coisa. É muito bom poder ver não só o nosso crescimento, oportunizado pela cidade, mas também o de nossos colaboradores, que são, em sua maioria, de longa data!”, reflete ele, que é responsável pela direção do restaurante Estação da Praia e do Estação do Pastel.

Natural de Niterói, o cardiologista Vladimyr Areas chegou a Macaé em 2002. O convite profissional coincidiu com sua ligação familiar com a cidade: sua esposa, Bianca, que é macaense. Na foto, Vladimyr, sua esposa Bianca e os filhos Rafael, Mikael e Gabriel. (Foto Alle Tavares)
Natural de Niterói, o cardiologista Vladimyr Areas chegou a Macaé em 2002. O convite profissional coincidiu com sua ligação familiar com a cidade: sua esposa, Bianca, que é macaense. Na foto, Vladimyr, sua esposa Bianca e os filhos Rafael, Mikael e Gabriel. (Foto Alle Tavares)

Vladimyr Areas: uma carreira construída junto com a evolução da saúde

Natural de Niterói, o cardiologista Vladimyr Areas chegou a Macaé em 2002. O convite profissional coincidiu com sua ligação familiar com a cidade: sua esposa, Bianca, que é macaense.

O que seria, inicialmente, uma oportunidade de trabalho acabou se transformando em uma vida inteira construída por aqui. “Macaé me recebeu de braços abertos”, relembra.

Ao chegar, o médico assumiu o desafio de implantar uma unidade coronariana e acompanhar a evolução da medicina local. Hoje, além de cardiologista, Vladimyr também é presidente da

Associação Médica de Macaé, além de já ter recebido o título de Cidadão Macaense.

Segundo ele, a cidade passou por uma transformação impressionante na área da saúde. “Quando cheguei, já existiam excelentes profissionais de saúde, mas faltava infraestrutura. Hoje, a cidade não deve nada a nenhum grande centro médico do país”, analisa, relembrando o período da pandemia em que o município se destacou no enfrentamento à Covid-19.

Pai de Rafael, Gabriel e Mel, todos macaenses, Vladimyr destaca que a cidade reúne características raras: oportunidades profissionais, segurança, qualidade de vida, gastronomia, praias e uma região serrana privilegiada. “Macaé para mim é família, é trabalho, Macaé para mim é energia”, resume.

A primeira vez que Adriana Costa viu Macaé foi durante uma excursão de adolescentes à Praia de Imbetiba. Anos depois veio para a cidade a trabalho e aqui está há mais de 25 anos. Acima, Adriana com o marido Cláudio e os filhos João Vitor e Pedro Henrique, que é macaense. (Foto Alle Tavares)
A primeira vez que Adriana Costa viu Macaé foi durante uma excursão de adolescentes à Praia de Imbetiba. Anos depois veio para a cidade a trabalho e aqui está há mais de 25 anos. Acima, Adriana com o marido Cláudio e os filhos João Vitor e Pedro Henrique, que é macaense. (Foto Alle Tavares)

Adriana Costa: uma excursão que virou destino de vida

A primeira vez que Adriana Costa viu Macaé foi durante uma excursão de adolescentes à Praia da Imbetiba. Na época, ela jamais imaginou que a visita seria na cidade onde ela construiria seu futuro.

Anos depois, em 1998, veio para a cidade por motivos profissionais, atendendo a um convite de sua então chefe e atual sócia, Valéria Forte. O que começou com viagens semanais entre Rio de Janeiro e Macaé acabou se tornando uma mudança definitiva.

Hoje, Adriana é sócia da Forte Assessoria Contábil, uma das empresas mais tradicionais do segmento na região. Ela fala com carinho sobre a jornada construída em terras macaenses. “Macaé acolheu nossa família. Foi aqui que construímos nossa história, nossa carreira e nossa vida”, aponta ela, que acredita que um dos grandes diferenciais da cidade é sua capacidade de abraçar diferentes perfis profissionais e empresariais. “Macaé não é apenas petróleo. É uma cidade que gera oportunidades para todos os setores e para todos os tipos de profissionais”, pontua.

Ao olhar para trás, Adriana vê uma conexão especial entre sua trajetória e a cidade que a recebeu. “Tudo o que construímos está aqui. Macaé é a princesa dos meus olhos!”, define Adriana, que vive na cidade com o marido Cláudio e os filhos, João e Pedro.

Inglith Monteiro com sua mãe Fátima. Os pais são campistas e moravam em Macaé, mas decidiram ter Inglith em Campos por questões de infraestrutura de saúde na época. Anos depois, Inglith acabou recebendo o título de cidadâ macaense. (Foto Alle Tavares)
Inglith Monteiro com sua mãe Fátima. Os pais são campistas e moravam em Macaé, mas decidiram ter Inglith em Campos por questões de infraestrutura de saúde na época. Anos depois, Inglith acabou recebendo o título de cidadâ macaense. (Foto Alle Tavares)

Inglith Monteiro: a voz que ajudou a apresentar novos olhares para a cidade

Entre as histórias de quem escolheu exaltar Macaé, Inglith Monteiro tem uma curiosidade especial. Responsável pela página Macaé Tips, que reúne quase 200 mil seguidores, Inglith dedicou os últimos anos a mostrar os atrativos culturais, turísticos, gastronômicos e as belezas naturais do município. Apesar de ter crescido, estudado e vivido toda a vida na cidade, ela nasceu em um hospital de Campos dos Goytacazes por decisão de sua mãe, retornando para Macaé logo após o nascimento.

A ligação com a cidade sempre esteve presente. Durante a faculdade e em outros momentos, Inglith percebeu que muitas pessoas de fora enxergavam Macaé apenas pelos problemas ou pela atividade petrolífera. Foi dessa inquietação que nasceu, em 2015, a ideia de criar um canal dedicado a mostrar o outro lado da cidade.

Eu via que as páginas falavam muito sobre acidentes, violência e problemas. Então, surgiu a vontade de mostrar tudo o que Macaé tinha de bom. A cidade tem defeitos, como qualquer outra, mas também tem muitas qualidades que merecem ser valorizadas”, conta.

O projeto cresceu e ganhou proporções que ela não imaginava. Hoje, além de funcionar como um guia para moradores e visitantes, a página acumula relatos de pessoas que passaram a enxergar

Macaé de forma diferente e até de quem decidiu se mudar para a cidade após acompanhar o conteúdo.

Recebo mensagens de pessoas que diziam não gostar de morar em Macaé e que hoje amam a cidade. Também recebo relatos de pessoas que decidiram se mudar para cá por causa do que conheceram através do Macaé Tips. Isso traz uma responsabilidade enorme, mas também é muito gratificante”, afirma.

Em 2022, Inglith recebeu o título de Cidadã Macaense. Para ela, a homenagem teve um significado especial. “Eu cresci vendo no jornal pessoas recebendo esse título e pensava que um dia gostaria de viver aquilo. Foi uma emoção muito grande”, relembra.

Macaé é uma cidade-mãe. É uma cidade que acolhe pessoas de todo canto do Brasil, sempre com espaço para mais um. Talvez essa seja a sua maior vocação”, conclui.

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